Desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM)

Em primeiro lugar vou apresentar as informações que o Ministério da Saúde disponibiliza à população sobre o DNPM da criança:

“ Logo após o nascimento – o bebê deve começar a mamar e já demonstrar sinais de prazer (sorrir) e desconforto (chorar e resmungar).

Entre um e dois meses – responde ao sorriso, gosta de ficar em várias posições e olha para objetos coloridos.

Dos três aos quatro meses – é bem mais ativo. Olha para quem o observa, acompanha com o olhar. Quando colocado de bruços, levanta a cabeça e os ombros.

Entre cinco e seis meses – vira a cabeça na direção de uma voz ou objeto sonoro. Rola, senta com apoio e leva os pés à boca.

De sete a nove meses – gosta de brincar com a mãe e familiares. Pode estranhar pessoas de fora de seu convívio diário. Fica sentado sem apoio.

Entre dez e doze meses – gosta de imitar os pais, fala ao menos uma palavra com sentido e aponta para as coisas que quer. Come a comida que os adultos de casa comem. Engatinha ou anda com apoio.

Entre treze e dezoito meses – está cada vez mais independente. Quer comer sozinho e já se reconhece no espelho. Fala algumas palavras e anda sozinho.

Entre dezenove meses e dois anos – anda com segurança, corre e/ou sobe degraus baixos. Brinca com vários brinquedos e aceita a companhia de outras crianças, mas também brinca sozinho.

De dois a três anos – demonstra suas alegrias, tristezas e raivas. Gosta de ouvir histórias e tem muitas perguntas. Diz seu nome e nomeia objetos como sendo seus.

De três a quatro anos – quer aprender sobre tudo e gosta de brincar com outras crianças. Imita situações do cotidiano e veste-se com auxílio.

De quatro a seis anos – gosta de ouvir histórias, ver livros, cantar. Corre e pula alternando os pés. Conta ou inventa pequenas histórias.”

O que tenho observado na minha prática é cada vez mais diverso do que o apresentado. As crianças têm se desenvolvido muito precocemente. Por ex.: tem RN (recém-nascido = até 28dias de vida) que já está se virando na cama, criança com 4 meses batendo palmas tentando juntar as mãozinhas, com 6 meses começando a andar, com 18 meses respondendo com congruência, etc

É importante estarmos atentos para que a criança possa livremente fazer o seu desenvolvimento, para tal ela precisa apenas do nosso amor, da nossa atenção e da nossa admiração…

No primeiro ano de vida a criança não necessita para o seu desenvolvimento saudável de nada “externo” , de nenhum outro estímulo que não seja o amparo amoroso do adulto de referência ao seu lado permitindo que ela faça as suas descobertas e pratique a sua criatividade de maneira segura.

Como disse, as crianças têm sido muito precoces e aí incluo a precocidade em compreender o que agrada e desagrada os adultos e, como medida de sobrevivência, a agir conforme o que o meio melhor aceita de comportamento.

Nas suas descobertas a criança cria para ultrapassar limites, arrasta-se engatinha, “anda” sentada de ré- prá frente, etc É importante que ela passe por todas essas etapas tanto no aspecto físico como psicoemocional.

Por ex.: o andador: o seu uso impede o fortalecimento da musculatura posterior do tórax (só se engatinha efetivamente nesta fase da vida, não há outra chance para tal), trazendo como conseqüência as deformidades de coluna no adulto, alterações de pelve, etc. Pelo não engatinhar, pelo não arrastar-se a criança deixa de ganhar capacidades de habilidades existentes nela que vão desde o lidar com as dificuldades, o bem digerir, a segurança, etc

Como este exemplo poderíamos mencionar inúmeros outros.

Mais adiante, na fase pré escolar, o que se observa de grande inadequação: a alfabetização prematura. É sabido que o nosso sistema neurobiológico está maduro para esta capacitação a partir dos 7 anos de idade. A necessidade da alfabetização precoce é uma crença tão arraigada na população, que quando alguns pais pedem para os seus filhos brincarem e não serem alfabetizados nem terem “tarefas” ao freqüentarem as Escolas de Educação Infantil são mal vistos até pelos outros pais…A ordem maior = lei natural virou “anomalia”.

O que vejo: aquilo que, espontaneamente, a criança expressa seja um caminhar com 18m ou com 6 meses, uma alfabetização com 7 ou com 5 anos deve ser simplesmente respeitado e acatado.

Caso isso aconteça, obter-se-á adultos saudáveis.

(“Saúde= bem estar físico, psicomentalemocional e espiritual.” OMS)

Autoria: Margarida Maria Vieira

Médica homeopata e pediatra – CRM: SC 4107

Associação Médico Espírita de Santa Catarina- AME/SC

Deixe seu comentário